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CNC ajusta para cima previsão de crescimento do varejo


Para a Confederação, volume de vendas deve aumentar 2% em 2023

A consolidação do recuo da inflação e da taxa de câmbio, além dos sinais positivos do mercado de trabalho, leva a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a revisar a perspectiva de aumento das vendas no varejo de 1,8% para 2% neste ano. O volume de vendas no comércio varejista brasileiro voltou a avançar em julho (com crescimento de 0,7%, depois da alta de 0,1% do mês anterior), de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje, 15 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado do ano, houve crescimento de 1,5%, na comparação com o mesmo período de 2022, graças ao bom desempenho dos segmentos especializados na comercialização de bens essenciais, como hiper e supermercados (com alta de 2,7%); farmácias, drogarias e perfumarias (3%); e combustíveis e lubrificantes (11,3%). Conforme o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a expectativa positiva da Confederação também vem dos efeitos dos juros mais baixos sobre as condições de consumo. “Um ambiente mais propício ao consumo deve se fortalecer a partir da segunda metade deste ano. Aliada a isso, a aceleração do ritmo de atividade econômica, maior do que o esperado no segundo trimestre, compõe o cenário positivo para o varejo”, aponta Tadros.

Em relação ao primeiro semestre de 2020, considerada a fase mais aguda da perda de atividade econômica por conta da pandemia, as vendas no varejo cresceram 4,2%, apresentando uma tendência suave de recuperação. A retomada do nível de atividade do comércio também se evidencia na recuperação do ritmo das vendas no setor, na comparação com o mesmo mês de 2022 (aumento de 2,4%).

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Pesquisa da CNC encaminhada ao Ministério da Fazenda diz que mais da metade das vendas no varejo brasileiro é de itens até US$ 50


Entidade defende que empresas brasileiras também sejam isentas do imposto de importação para compras de produtos até 50 dólares

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) realizou uma pesquisa com 2.377 empresas de todos os segmentos do varejo para medir o tamanho das vendas expostas à competição desleal. O estudo, realizado pela Diretoria de Economia e Inovação da CNC, foi encaminhado no dia 7 de agosto ao Ministério da Fazenda.

Os resultados mostraram que 52,4% do faturamento do varejo no País é de itens com preços finais até R$ 250, valor que, com a nova regra de taxação do e-commerce, é isento de imposto de importação por pessoas físicas. Esse percentual representa aproximadamente R$ 1,5 trilhão das vendas líquidas mensais no varejo nacional. Considerando os produtos amplamente transacionados pelos sites internacionais, cerca de R$ 370 bilhões/mês em vendas sofrerão com a forte competição dos itens de pequeno valor sem imposto.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, reforça qe a Confederação defende o comércio justo e com igualdade de condições para competir. “Por conta do impacto negativo no comércio interno, é fundamental que as empresas brasileiras tipicamente importadoras de produtos acabados até US$ 50 tenham as mesmas premissas que as demais beneficiadas”, aponta o presidente. Ele afirma que a isonomia tributária com o imposto de importação é imprescindível para a preservação dos estabelecimentos e dos empregos diretos no comércio interno e os indiretos nos demais setores da cadeia de compras e fornecimento.

Segmentos de cosméticos e vestuário podem ser os mais prejudicados
O estudo avaliou a representatividade das vendas no varejo de produtos até R$ 250 e cruzou essas informações com os dados do faturamento do comércio da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) e com as informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego. O programa Remessa Conforme é um conjunto de regras que passou a valer no início de agosto para importações de pequeno valor (até US$ 50), na modalidade de e-commerce conhecida como cross boarder. A Receita Federal isentou de imposto de importação os pacotes que chegam ao Brasil vindos de empresas estrangeiras pelos optantes do programa diretamente ao consumidor final. A medida tem o objetivo de coibir parte da concorrência desleal, pois estimula que os estabelecimentos notifiquem as operações de baixo valor.

No entanto, há segmentos do varejo que podem ser bastante afetados pela Remessa Conforme. A pesquisa identificou que 64% das lojas de produtos farmacêuticos, cosméticos e perfumaria têm a maior parte de suas vendas com valores inferiores a R$ 250 e são as potencialmente mais afetadas. Em seguida, estão os segmentos de roupas e calçados e os de artigos esportivos e culturais, com 51%. Depois, com 37%, estão os comércios de artigos de uso pessoal e doméstico e o de eletroeletrônicos, informática, móveis e decorações.

Levando-se em conta apenas os cinco mais prejudicados, mais de R$ 369 bilhões das vendas mensais sofrerão com a forte competição dos importados de pequeno valor e poderão ser perdidas. Em um ano, são R$ 4,5 trilhões de receitas líquidas dos estabelecimentos, 13,4% do faturamento anual do varejo brasileiro. Além disso, cerca de 1,4 milhão de pessoas estão empregadas diretamente nas atividades mais impactadas, ou seja, 18,6% dos postos de trabalho no varejo e 2,8% de todo o emprego no País.

Acesse a análise completa

Principais confederações patronais divulgam manifesto conjunto por reforma tributária justa e igualitária


Em uma atuação conjunta, as principais confederações patronais do Brasil lançaram, nesta terça-feira, 18 de abril, o manifesto “O Brasil não pode errar na reforma tributária”. Assinam o documento a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e a Confederação Nacional das Cooperativas (CNCOOP).
Desde fevereiro, a CNC vem realizando uma agenda de sensibilização na Câmara dos Deputados, Senado Federal e governo federal para defender os interesses do setor terciário, maior empregador do País e responsável por grande parte do Produto Interno Bruto (PIB). No site reformatributaria.cnc.org.br, é possível conferir o documento elaborado pela Confederação, Premissas de uma Reforma Tributária, contendo estudo sobre o impacto de uma Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) de 12% no setor de serviços e as propostas da CNC para uma reforma desenvolvimentista, justa e que não onere nenhum setor.
Confira o manifesto na íntegra:
A reforma tributária é fundamental para viabilizar um crescimento econômico mais sólido, a partir de um melhor ambiente de negócios e maior segurança jurídica, capaz de gerar mais emprego e renda para os brasileiros.
Na qualidade de Confederações de setores produtivos que empregam 41,7 milhões de trabalhadores e representam quase 60% da economia nacional, compete-nos alertar que as propostas em discussão no Congresso Nacional (PEC 45/2019 e PEC 110/2019) necessitam de ajustes para evitar impactos perversos e riscos à sociedade brasileira.
Não faz sentido reduzir a carga sobre bens nacionais e importados para aumentar sobre os alimentos e serviços, que geram tanta riqueza e empregos em todo o país. Diante disso, é preciso adotar diferentes alíquotas nos novos tributos que se aproximem das realidades atuais de carga incidentes sobre os respectivos setores, bem como considerar as particularidades dos seus diferentes sistemas de produção. Isso, sim, garantiria um crescimento econômico sustentável e distribuído.
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Carga tributária e empregabilidade são temas debatidos na Câmara Brasileira de Serviços


A falta de transparência da memória de cálculo e de um estudo técnico sobre o impacto das propostas de reforma tributária que tramitam atualmente no Congresso Nacional traz preocupação ao setor de serviços. O assunto foi a pauta principal da reunião da Câmara Brasileira de Serviços (CBS) que ocorreu na segunda-feira, 3 de abril, na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília.

O coordenador-geral das Câmaras, Luiz Carlos Bohn, fez a abertura dos trabalhos falando da diversidade de representação na reunião e enfatizando que a reforma tributária vai chegar para todos. “Também sou da área de serviços, e essa reforma vai atingir principalmente o prestador de serviços pessoais. É importante destacar o trabalho da CNC, que não vem medindo esforços para contribuir para a construção de um texto justo e que atenda de fato o setor terciário”, ressaltou.

Para o coordenador da CBS, Edgar Segato, é imprescindível estar atento à possibilidade de um fatiamento da carga tributária, no qual situações especiais possam ser regulamentadas posteriormente. “Não podemos deixar isso acontecer porque não sabemos o que vem lá na frente. Lei complementar não traz segurança jurídica”, apontou.

Convidado para contribuir com o debate, o economista da Diretoria de Economia e Inovação da CNC Fábio Bentes, apresentou um estudo preliminar, ainda no âmbito do Projeto de Lei nº 3887, que trata da Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), observando como ficaria o setor.

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CNC: Serviços revertem as perdas causadas pela pandemia


O volume de receitas do setor de serviços cresceu 10,9% no último ano, na comparação com 2020, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de dezembro de 2021, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Após o tombo de 7,8%, ocorrido em 2020, a baixa base comparativa permitiu que essas atividades registrassem a maior taxa da série histórica da pesquisa iniciada em 2011. Segundo análise da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apesar de ter sido o último setor a reagir às consequências econômicas adversas da pandemia, apresentou a maior capacidade de recuperação em relação às demais atividades, com crescimento de 7% em relação a fevereiro de 2020.

Entre os segmentos com altas mais expressivas, destacaram-se os serviços prestados às famílias (+18,2%) – apesar de a geração de receitas ainda se encontrar 11% abaixo do registrado no período pré-pandemia – e os transportes (+15,1%). O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que os números refletem diretamente a redução do isolamento social ao longo de 2021. “O avanço da vacinação fez com que as pessoas se sentissem mais seguras para se deslocar e voltar a consumir. Dessa forma, os serviços mostraram a capacidade de se recuperar de forma mais célere e gerar empregos, o que demonstra a importância deste segmento para a economia.”, observa

Turismo: em busca da retomada

Para o turismo, no entanto, o quadro adverso ainda não se reverteu. De acordo com dados apurados pela CNC, o segmento deixou de faturar R$ 214 bilhões no ano passado, acumulando, desde fevereiro de 2020, R$ 473,7 bilhões em perdas de receitas (-11%). Além disso, com a eliminação de mais de 476 mil vagas formais no primeiro ano de pandemia, o setor apresentou encolhimento de 13,7% na força de trabalho formal, a maior queda entre as demais áreas da economia, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Contudo, diante do gradual processo de recuperação ocorrido em 2021, o saldo entre admissões e desligamentos no mercado formal ficou positivo em 150,9 mil postos de trabalho.

Considerando as previsões de baixo crescimento econômico para 2022, a CNC revisou de -0,5% para -0,8% sua projeção para o setor de serviços neste ano e estimou avanço menor, de 1,7%, para o setor de turismo. O economista da entidade responsável pela pesquisa, Fabio Bentes, avalia, contudo, que não há expectativa de que as atividades terciárias apresentem taxas próximas às do ano passado. “As projeções levam em consideração, no caso do setor de serviços, o encarecimento do crédito e a resiliência inflacionária por um período mais prolongado. Já no caso do turismo, os agravantes são a conjuntura econômica menos favorável e o cancelamento de eventos relevantes no processo de geração de receitas”, explica.

Acesse a análise e os gráficos da Divisão Econômica da CNC

Senac-RS conquista Ouro no Prêmio Ibero-Americano da Qualidade


Senac-RS foi agraciado com o Troféu Ouro do Prêmio Ibero-Americano da Qualidade, no dia 26 de novembro. O reconhecimento máximo à excelência em gestão da Ibero-América foi entregue ao gerente do Núcleo de Gestão do Senac-RS, Fábio Wagner, pelo presidente da Colômbia, Iván Duque, em cerimônia realizada na sede do governo da República da Colômbia, em Bogotá.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, Luiz Carlos Bohn, o reconhecimento internacional demonstra que a instituição cumpre com excelência a sua missão de ‘educar para o trabalho em atividades de comércio de bens, serviços e turismo’.

“Nosso principal desafio é fortalecer um sistema de gestão que priorize o alcance de resultados, tanto financeiros quanto para nossos alunos e sociedade. Para isso, desenvolvemos uma organização competitiva e sustentável, sem deixar de sermos uma instituição que promove o desenvolvimento da sociedade. Tudo isso reflete no nosso foco principal, o cliente, além de nos deixar cada vez mais próximos das instituições de ensino que são modelos em educação no mundo”, declara Bohn.

O principal objetivo do Prêmio – criado em 1999 como um dos Programas de Cooperação da Cúpula Ibero-Americana de chefes de estado e de governo – é o de contribuir para elevar o nível de competitividade das organizações ibero-americanas; divulgar boas práticas de gestão; promover o desenvolvimento sustentável; além de destacar e reconhecer a qualidade das empresas.

Coordenado pela FUNDIBEQ (Fundación Iberoamericana para la Gestión de la Calidad), 201 organizações foram premiadas até esta edição. Vale destacar que o Senac-RS conquistou o Prêmio Ibero-Americano da Qualidade pela primeira vez em 2017. Também é a única instituição educacional brasileira a receber a distinção. O Senac-RS já foi reconhecido com o Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ), em 2016.

Derrubada de veto presidencial abre caminho para micro e pequenas empresas renegociarem dívidas com a União


A Confederação Nacional do Comércio (CNC), federações, sindicatos e entidades que integram o Sistema Comércio comemoraram a vitória desta quinta-feira (10) no Congresso Nacional, com a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei Complementar nº 46/2021, que institui o Programa de Renegociação em Longo Prazo de Débitos para com a Fazenda Nacional ou devidos no âmbito do Simples Nacional (Relp).

O veto foi derrubado com maioria expressiva da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Esse projeto refere-se à recuperação fiscal e à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico destinada a custear linhas de crédito às microempresas e empresas de pequeno porte (Cide-Crédito-MPE).

Caso o programa não fosse restabelecido, milhares de pequenos negócios corriam o risco de serem extintos. Com a derrubada do veto, a matéria segue para a promulgação e os empresários poderão renegociar as dívidas dentro dos novos prazos estabelecidos pela proposição.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destacou que esta vitória representa um fôlego a milhares de empreendedores no Brasil, que enfrentam dificuldades por causa da crise agravada pela pandemia da Covid-19 e que precisavam de mais prazo e condições para renegociar as dívidas com a União.

“A decisão do Congresso Nacional, por meio do voto da maioria, foi um alívio para os pequenos negócios em dificuldade. Renegociando as dívidas, os empresários terão condições de manter suas atividades e os empregos que geram”, ressaltou o presidente.

Parcelamentos

Conforme o PLP 46/2021, poderão ser parceladas quaisquer dívidas no âmbito do Simples Nacional, desde que o vencimento tenha ocorrido até a competência do mês imediatamente anterior à entrada em vigor da futura lei.

Também poderão ser incluídos no Relp os débitos de parcelamento previsto na lei de criação do Simples Nacional (em 60 meses); aqueles da Lei Complementar 155/16, de 120 meses; e do último parcelamento, de 145 a 175 parcelas (Lei Complementar 162/18).

Durante 188 meses, contados do mês de adesão ao Relp, o contribuinte não poderá participar de outras modalidades de parcelamento ou contar com redução do montante principal, juros ou multas e encargos. A exceção é para o parcelamento previsto no plano de recuperação judicial, de 36 meses.

Atuação

A CNC, por intermédio da Divisão de Relações Institucionais (DRI), atuou efetivamente na tramitação do PLP 46/2021 na Câmara dos Deputados e no Senado Federal pela aprovação da matéria. E, após o veto presidencial, foram mobilizados os parlamentares e as lideranças dos partidos no sentido de apresentar os benefícios do Relp a milhares de micro e pequenos empreendedores.

Na visão da CNC, o veto presidencial acabou retrocedendo a recuperação econômica, na medida em que retirou o fôlego dos empreendedores para atravessar os desafios de 2022, que ainda sofre os impactos da pandemia. Além de trazer recursos aos cofres públicos, que poderão ser reaplicados nos mais diversos programas de crescimento, o Relp irá contribuir para salvar milhares de postos de trabalho.

A atuação da Rede Nacional das Assessorias Legislativas do Sistema CNC-Sesc-Senac (Renalegis) foi fundamental para o alcance desse relevante resultado para o setor produtivo.

*Com informações da Agência Câmara

Nova pesquisa da CNC revela a abertura de 204 mil lojas no varejo


O ano de 2021 foi marcado pela retomada do consumo presencial. E, segundo a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o cenário mais otimista pôde ser percebido no crescimento do número de estabelecimentos.

De acordo com o levantamento, que contabilizou trimestralmente a quantidade de CNPJs ativos em todas as atividades de varejo, excluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs), o setor encerrou o ano com 2.407.821 estabelecimentos ativos, revelando, portanto, um saldo positivo de 204,4 mil registros em relação ao fim de 2020.

O estudo também aponta que, apesar da baixa base comparativa de 2020, das dificuldades econômicas decorrentes da elevação da inflação, do aumento dos juros e do mercado de trabalho travado, o faturamento real do setor (no conceito ampliado) no último ano registrou crescimento de 4,5% – o maior avanço anual desde 2018 -, compensando, assim, a retração de 1,4% verificada no ano retrasado.

Recuperação

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, observa que 2021 representou a recuperação do comércio varejista brasileiro após um período de significativas limitações operacionais. “A flexibilização das restrições impostas ao varejo em diversos estados e municípios, especialmente após o fim da segunda onda da pandemia, e o avanço da vacinação, contribuíram para a tendência de aumento da circulação de consumidores e, certamente, estimulou o movimento de reabertura de estabelecimentos comerciais”.

E o indicador de mobilidade do Google confirma. O relatório da plataforma apontou tendência de alta no fluxo de consumidores em estabelecimentos comerciais ao longo do ano passado. No fim de 2020, essa frequência se encontrava 29,4% abaixo do nível pré-pandemia. Um ano depois, o gap em relação à movimentação semanal verificada antes do início da crise sanitária era de -9,1%.

Apesar de adotar metodologias diferentes em relação à nova pesquisa da CNC, a tabulação de indicadores ajustados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) sinalizou que o comércio varejista brasileiro havia perdido 189,4 mil unidades no primeiro semestre de 2020. Contudo, o saldo foi parcialmente compensado pelo balanço positivo de 161,1 mil unidades na segunda metade daquele ano.

Destaque para os pequenos negócios

Mais de 92% das empresas abertas foram de micro (158,23 mil) ou pequeno porte (29,99 mil). No geral, esses dois tipos de estabelecimentos comerciais representam 91,5% do total de lojas ativas no varejo brasileiro. Hiper, super e minimercados (54,09 mil), lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (38,72 mil) e lojas de vestuário, calçados e acessórios (28,34 mil) foram os segmentos que mais se destacaram no saldo positivo apurado em 2021, ao representarem mais da metade das aberturas líquidas de estabelecimentos.

Regionalmente, os estados de São Paulo (55,69 mil), Minas Gerais (18,38 mil), Paraná (15,16 mil) e Rio de Janeiro (14,10 mil) concentraram mais da metade das lojas abertas no ano passado. Em termos relativos, no entanto, Amapá (+1.016 mil lojas), Distrito Federal (4.557 mil) e Pará (6.226 mil) foram as unidades da Federação a acusar as maiores taxas anuais (+17,0%, +15,4% e +14,6%, respectivamente).

O economista da CNC responsável pelo levantamento, Fabio Bentes, avalia que, apesar do processo de recuperação, o varejo agora enfrentará novos desafios. “Ao contrário de 2020, quando o setor esteve sujeito a diversas medidas restritivas para tentar conter o agravamento da crise sanitária, os maiores obstáculos à retomada mais vigorosa do nível de atividade do comércio se concentraram na deterioração das condições econômicas”.

Perdas no comércio com feriados devem ser 22% menores em 2022


Atividades em que a folha de pagamento tem um peso maior tendem a ser as mais impactadas

Com menos feriados nacionais caindo em dias úteis em 2022, as perdas do comércio tendem a ser menores do que em 2021. É o que aponta a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a análise, neste ano, o comércio varejista sofreu um prejuízo de R$ 22,11 bilhões, enquanto em 2022 a previsão é que as perdas sejam 22% menores (R$ 17,25 bilhões).

Atualmente, o calendário conta com nove feriados nacionais: Dia da Confraternização Universal (1º de janeiro), Paixão de Cristo (Sexta-feira Santa), Tiradentes (21 de abril), Dia do Trabalhador (1º de maio), Independência do Brasil (7 de setembro), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), Dia de Finados (2 de novembro), Proclamação da República (15 de novembro) e Natal (25 de dezembro). Carnaval e Corpus Christi são considerados dias de ponto facultativo.

Em 2021, excetuando-se o Dia do Trabalhador e o Natal (ambos celebrados em sábados, dia de expediente reduzido no varejo), os demais feriados nacionais ocorreram em dias úteis para o comércio, impactando a rentabilidade do setor. Em 2022, as duas datas cairão em domingos e o Dia da Confraternização Universal será em um sábado, reduzindo a sete o número de feriados em dias úteis.

Cada feriado em dia útil gera um prejuízo R$ 2,46 bilhões ao varejo, reduzindo a rentabilidade anual média do setor comercial como um todo em 1,29%. E, considerando todas as atividades econômicas, provoca um impacto de R$ 10,12 bilhões na geração do Produto Interno Bruto (o equivalente a 0,12% do PIB anualizado). Sendo assim, os feriados de 2022 deverão impactar o excedente operacional do comércio em 9,0%.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, lembra que há dois lados da situação. “Apesar de favorecer atividades econômicas específicas, como as turísticas por exemplo, para boa parte dos demais setores da economia a maior incidência de feriados em dias úteis tende a gerar prejuízos, por conta da queda no nível de atividade ou pela elevação dos custos de operação”, afirma Tadros.

Hiper e supermercados devem ser os mais afetados

Ainda de acordo com a pesquisa, os ramos de atividade em que a relação entre folha de pagamento e faturamento se mostra mais elevada tendem a sofrer os maiores impactos. A estimativa é que, juntos, os segmentos de hiper e supermercados (R$ 3,33 bilhões); de vestuário e calçados (R$ 2,83 bilhões) e o comércio automotivo (R$ 2,63 bilhões), que concentram 55% das folhas de pagamento do comércio varejista brasileiro, respondam por mais da metade (51%) das perdas.

O economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes, destaca a maneira como isso comprime as margens de operação do varejo. “Por mais que as vendas possam ser parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores, o peso relativamente elevado da folha de pagamento na atividade comercial é a principal fonte dos prejuízos impostos pelos feriados”, informa o economista.

Confira a análise da Divisão Econômica da CNC

 

Confira a análise da Divisão Econômica da CNC

CNC recebe bancada do MDB no Congresso


O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, recepcionou hoje (14/05) a bancada do MDB no Congresso Nacional. Durante almoço na sede da entidade, em Brasília, Tadros falou sobre ações das instituições do segmento em prol do Brasil e colocou à disposição dos parlamentares o trabalho e as iniciativas da CNC, do Sesc e do Senac.

Ao longo dos anos, disse, as instituições do Sistema S trabalharam sempre pela democracia e “para ajudar o governo no resgate da imensa dívida social que se acumulou ao longo do tempo. Nós precisamos ter uma economia saudável, em que o trabalhador seja bem remunerado e as empresas gerem, sim, muito lucro para distribuir”.

O presidente da CNC criticou o fato de o empresário “sempre ser visto como uma pessoa egoísta”, que só pensa na sua empresa, no lucro e em interesses pessoais. “Isso não é verdade. E a prova é o sistema confederativo do comércio, que tem seus braços sociais Sesc e Senac voltados para o desenvolvimento, todos bem fiscalizados pelo poder público, por meio do Tribunal de Contas da União (TCU), com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).”

Tadros destacou ainda que CNC-Sesc-Senac não é o Sistema S, da mesma forma como não o são a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). “São entidades privadas que, isso sim, gerem o Sistema S, mas com receitas e investimentos próprios e que têm sua atuação e investimentos muito bem fiscalizados.”

Em seu discurso de boas-vindas ao parlamentares, José Roberto Tadros lembrou que foi o primeiro amazonense a ser eleito presidente da Confederação, “um fato muito raro em se tratando de empreendedores daquela região do País”. “Sou, como eles, gente que teima em ser brasileiro, que nos permite dizer que somos uma nação homogênea, que pensa e idealiza um Brasil vencedor.”

Para o Brasil dar certo e ser um grande país, na avaliação do dirigente, “só falta nós acertarmos nossas premissas econômicas, nosso credo capitalista, em que o lucro não pode ser pecado, por ser a grande alavancagem para o desenvolvimento”.

“E os congressistas são as pessoas mais importantes para se estruturar uma democracia estável e definitiva. O mundo só anda por meio da democracia, onde as pessoas possam se expressar livremente, desde que com responsabilidade e educação”, concluiu.

Responsabilidade

O líder do MDB na Câmara, deputado Baleia Rossi, afirmou que o encontro na CNC teve um objetivo maior: pensar o Brasil e mostrar que o partido tem responsabilidade com o futuro da nação. “Nós temos uma pauta de trabalho pesada, mas vital para o Brasil, e a Confederação do Comércio e outras entidades do Sistema S vão poder estar presente e ajudar no debate do que é importante para o desenvolvimento”, enfatizou.

Em seu rápido pronunciamento, ele citou as reformas tributária e da Previdência, que considera agendas prioritárias nos próximos meses. “O MDB tem a responsabilidade de, mesmo avaliando que certas propostas não são pauta eleitoralmente favoráveis, entender que são importantes para que o Brasil avance e gere mais emprego e renda.”

Espírito de nacionalidade

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, cumprimentou o presidente José Roberto Tadros por seu trabalho em favor do comércio, “que o levou agora à Presidência da CNC, uma alegria para todos os amazonenses e nortistas, porque traz um espírito de nacionalidade à Confederação, pois é importante termos vozes representando todas as regiões”.

Para o senador, o trabalho realizado pela entidade será aprimorado durante a gestão de Tadros, trazendo cada vez mais iniciativas em benefício dos comerciários, dos comerciantes e dos empresários em geral, cumprindo a função primordial da CNC, que é atender os segmentos a ela ligados.

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