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O PIB gaúcho e o Efeito São Pedro

O PIB gaúcho e o Efeito São Pedro

Sindilojas 11.jun.2021

O resultado do primeiro trimestre veio forte, mas não surpreendeu. A alta safra de 2021 e a base de comparação deprimida em 2020 em virtude da seca mostram que o “Efeito São Pedro” continua muito relevante para determinar a dinâmica do PIB gaúcho.

No primeiro trimestre de 2021, conforme divulgado pela Seplag-RS/DEE, o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul registrou aumento de 4,0% na comparação com o trimestre imediatamente anterior na série com ajuste sazonal. Esse resultado sucedeu uma alta de 2,7%, e, portanto, deu sequência à recuperação iniciada no terceiro trimestre de 2020. Ao observar o acumulado em 4 trimestres, a variação foi de -4,9%, sendo que no trimestre anterior, essa mesma taxa foi de -7,0%. Para o Brasil, as variações foram, respectivamente, de 1,0% e de -3,8%, conforme o IBGE.

O PIB do primeiro trimestre de 2021 foi 5,5% superior ao do primeiro trimestre de 2020 no Rio Grande do Sul. No caso do país, a variação foi de 1,0%. A grande variação do PIB gaúcho é explicada pela base bastante deprimida em 2020. Diferentemente do que ocorreu no Brasil, em que apenas em mar/20 foram sentidos os primeiros efeitos das restrições à atividade econômica em virtude da pandemia, no RS todo o primeiro trimestre do ano foi marcado pelos efeitos da forte estiagem que derrubou PIB agropecuário. Como o PIB desse setor apresenta importância relativa maior na economia do Estado que do país, os efeitos foram ainda mais significativos.

Sob a ótica da produção, o resultado do I trim/21 refletiu tanto o aumento nos tanto da produção agropecuária quanto industrial. A agropecuária teve extensa contribuição para o aumento frente ao mesmo período do ano anterior ao apresentar crescimento de 42,2%. Esse resultado, reflete tanto a base deprimida quanto a excelente safra de 2021. A Indústria, por sua vez, teve desempenho positivo de 10,5%, com destaque para a Indústria de transformação que teve aumento de 15,3%. Já nos Serviços a variação foi de -2,4%, sendo que o Comércio apresentou recuo de -2,0%.

Os dados mostram que a atividade econômica já opera em nível superior ao período pré-pandemia no RS, mas os dados também revelam uma recuperação bastante heterogênea, com o setor de serviços apresentando dificuldades de assumir uma trajetória de retomada. Essas dificuldades devem persistir enquanto o consumo das famílias continuar sendo afligido pela redução da renda em virtude do mercado de trabalho ainda enfraquecido e pela inflação em alta, especialmente de alimentos, e o receio de contaminação com o vírus continuar modificando hábitos de consumo dos indivíduos. Nesse sentido, a vacinação continua figurando como o elemento de maior relevância para a retomada do setor, o maior empregador entre as atividades econômicas.

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